1. SEES 31.7.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  PARA ENTENDER FRANCISCO
3. ENTREVISTA  LUIS AUGUSTO ROHDE  PELA PRECISO DO DIAGNSTICO
4. LYA LUFT  O JEITO BRASILEIRO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  COMBATENDO A ESPASTICIDADE

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

FBRICA DE MDICOS
Uma das promessas do governo para melhorar o atendimento de sade  a criao de milhares de vagas em faculdades federais de medicina. Nas contas do MEC, sero 3615 novos postos at 2017.  uma meta difcil de cumprir. Entre 2000 e 2011, contando instituies municipais, estaduais e federais, s foram abertas 1391 vagas. Ou seja, para alcanar seu objetivo, o governo ter de fazer mais que o dobro em menos da metade do tempo. Gestores das faculdades federais apontam os obstculos: faltam professores e infraestrutura para treinar futuros mdicos. A situao do cmpus da UFRJ em Maca, a 200 quilmetros do Rio,  emblemtica: em atividade h quatro anos, a unidade ainda no tem um laboratrio de anatomia completo.

TESTE A SUA MOTIVAO
Dinheiro, aprendizado, segurana, aprovao social e autorrealizao: esses so os cinco objetivos que, em maior ou menor grau, animam a corrida pelo sucesso, segundo o consultor Eduardo Ferraz, especialista em gesto de pessoas. Compreender qual a motivao predominante  um passo importante para qualquer profissional. Para ajudar nessa tarefa, o site de VEJA traz um teste elaborado por Ferraz que revela qual a motivao determinante e quais as carreiras mais indicadas para cada perfil.

O GNIO DA BOMBA
Em entrevista ao site de VEJA, um dos maiores bigrafos da atualidade, o ingls Ray Monk, comenta seu mais recente livro, Robert Oppenheimer - A Life Inside the Center (ainda indito em portugus), sobre o genial cientista que liderou o projeto Manhattan e levou a cabo a construo da primeira bomba atmica. Na obra, o fsico americano, filho de judeus alemes, surge como uma figura trgica: um dos maiores fsicos de seu tempo, apaixonado pelo trabalho e patriota dedicado, ele seria atormentado pelo remorso e pela pecha de traidor.

O ESPECIALISTA RESPONDE
O site de VEJA estreia nesta semana uma nova seo: Pergunte ao Cientista. No quadro, especialistas em diversas reas respondem a questes que ainda hoje desafiam a cincia. Os dois primeiros episdios da srie abordam buracos negros e vida extraterrestre. Assista aos vdeos e envie a sua pergunta.


2. CARTA AO LEITOR  PARA ENTENDER FRANCISCO
     A apotetica visita do papa Francisco ao Brasil deixou, entre tantos estmulos espirituais, ticos e religiosos, a constatao de que a simplicidade e o senso comum so poderosos aliados das ideias. O papa usou grias. Conversou de igual para igual com as pessoas. Tratou de temas teolgicos complexos com uma fala mansa e amiga capaz de derreter qualquer predisposio contrria aos ensinamentos do Evangelho ou resistncia aos rigores de comportamento impostos a um catlico como exigncia para pertencer ao seio da Igreja. 
     Principalmente, mostra uma das reportagens da ampla cobertura de VEJA sobre a passagem do papa pelo Brasil, Francisco focou o passado e o futuro, dois domnios esquecidos em um mundo atual atordoado pelo choque com o presente, caracterizado pela urgncia da informao, pela ansiedade por resultados imediatos, pela fruio instantnea de prazeres, sensaes, emoes e pelo controle absoluto do prprio destino. 
     Francisco exortou as pessoas a no se deixarem levar por "dolos passageiros" e passarem a agir com a conscincia de que vivem em comunidades com razes (passado) e asas (futuro). Lembrou a todos ns que a vida no  uma fotografia, mas um filme cujo final s pode fazer algum sentido no contexto da narrativa. Francisco no falou para engrandecer sua obra, angariar ainda mais popularidade ou recrutar mais catlicos para a sua Igreja. No falou para convencer nem para influenciar. Francisco falou para ele prprio entender melhor seu  sacerdcio e para clarificar os deveres terrestres do cristo. 
     Foram dias de paz para os brasileiros catlicos que o aplaudiram nas ruas, atenderam a suas missas ou o acompanharam pela televiso. Uma paz inquietamente humana que a Igreja adquiriu na sua sobrevivncia a 2000 anos de acertos, erros, tentaes, virtudes e pecados na obra infindvel de estabelecer o nobre pacto entre o sagrado e o profano, o efmero e o permanente, a f e o saber. 
     Francisco mostrou no Brasil ser um herdeiro da tradio de pastores que, a exemplo de Santo Agostinho, mesmerizam os fiis por atiar e no por inibir sua capacidade de raciocnio. Nas Confisses, Agostinho conta que os bispos se achavam muito espertos quando diziam aos fiis desejosos de saber o que Deus fazia antes de criar o cu e a terra que "Ele estava fazendo o inferno para quem desafia os dogmas da Igreja". Agostinho respondia com candura e simplicidade aparente que Deus no fazia nada. Mas, ento, Deus passava o tempo todo fazendo nada? "Claro que no", dizia. "Deus ainda no havia criado o tempo."


3. ENTREVISTA  LUIS AUGUSTO ROHDE  PELA PRECISO DO DIAGNSTICO
O brasileiro que ajudou a fazer o novo manual americano de psiquiatria diz que apenas uma em cada quatro pessoas com transtornos  diagnosticada e tratada adequadamente.
ADRIANA DIAS LOPES

Em 2007, o psiquiatra gacho Luis Augusto Rohde, de 48 anos, recebeu um convite at ento indito para um mdico brasileiro. Diretor do Programa de Dficit de Ateno e Hiperatividade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele foi convidado pela reputada Associao Americana de Psiquiatria a contribuir para a atualizao do Manual Diagnstico e Estatstico de Transtornos Mentais, o DSM, o mais respeitado documento cientfico da psiquiatria mundial, em sua quinta verso. Na fase final de edio da cartilha, Rohde fazia parte de um grupo internacional de 160 especialistas. Eles se reuniam  algumas vezes por teleconferncia, outras pessoalmente  de quinze em quinze dias para discutir os progressos na deteco das doenas da mente nos ltimos vinte anos. O DSM-5 foi lanado em maio, pleno de controvrsias. Nesta entrevista a VEJA, Rohde discute as novidades do trabalho  e indica que mudanas ele representar para a medicina. 

O que h de realmente novo e significativo no recente manual americano de diagnstico? 
Ele estabelece uma nova maneira de o mdico diagnosticar a doena mental. Hoje, a maioria dos psiquiatras tende a se centrar na hiptese principal de diagnstico  ou seja, a mais grave ou a queixa que motivou o paciente a procurar um profissional. O novo manual, o DSM-5, no entanto, determinou que um transtorno psiquitrico no precisa ter um nico e solitrio foco de ateno. O resultado no pode ser exageradamente categrico. As informaes na psiquiatria so extremamente subjetivas, diferentemente do que ocorre em outras reas da medicina. Para completar o quadro de complexidade, so rarssimas as vezes em que um transtorno se manifesta de forma isolada. Cerca de metade dos doentes psiquitricos  portadora de pelo menos dois transtornos. Nos casos mais graves, isso ocorre 80% das vezes. Tal mecanismo faz parte intrnseca da formao cerebral. As doenas mentais precisam ser avaliadas na forma mais ampla possvel. O mdico deve abordar absolutamente todas as possibilidades. H treze grandes reas a ser verificadas. Entre elas, o nvel de ateno, a ansiedade, o humor, as psicoses, a cognio e a interao social. 

Um paciente com transtorno do humor bipolar e com transtorno de ansiedade, por exemplo, deve passar pela mesma abordagem mdica? 
Muitos pacientes so tratados durante a vida toda como portadores de bipolaridade, quando, na verdade, sofrem tambm de transtorno de ansiedade. Mas, sem tratar a ansiedade, eles dificilmente conseguiro manter uma rotina dentro dos padres na normalidade. Uma abordagem mais ampla, investigativa, reduz a possibilidade de erro no diagnstico. Talvez as empresas responsveis por reembolsos mdicos no gostem muito dessa postura, por implicar consultas longas. Mas assim deve ser. 

A nova abordagem poder levar a uma exploso do registro de doenas mentais? 
Sim. Haver um aumento no reconhecimento das doenas dentro dos consultrios, j que a nova forma de diagnstico ajudar o mdico a fazer uma deteco mais fidedigna dos problemas que no eram tratados ou eram tratados incorretamente. Mas um ponto tem de ficar muito claro: cada alterao desse manual  resultado de uma minuciosa e intensa anlise do que est sendo proposto na literatura de primeira linha. O objetivo nunca foi e nunca ser aumentar ou reduzir o espectro de doenas diagnosticveis. O psiquiatra americano Allen Frances, professor emrito da Universidade Duke e editor-chefe da verso anterior do manual, afirmou que o DSM-5 estimula a frouxido nos limites entre transtorno mental e normalidade. Consequentemente, haveria um aumento no nmero de pessoas submetidas a tratamentos psiquitricos sem necessidade. 

E no  o que pode acontecer? 
Em minha opinio, Frances tinha uma expectativa  de continuar no comando do DSM-5. Mas suas crticas acabaram de certa forma exercendo um papel decisivo. Elas nos estimularam a ser absolutamente transparentes. Nunca na histria da elaborao de um manual de psiquiatria houve tal comportamento. Todas as decises passaram por avaliao da classe mdica do mundo todo. Os novos critrios foram submetidos trs vezes ao site da Associao Americana de Psiquiatria e receberam milhares de sugestes. Mas a crtica em si de Frances  completamente infundada. O risco de afrouxamento sempre existiu, desde as primeiras tentativas de catalogar as doenas psiquitricas, na dcada de 50, com o DSM-1.  o que acontecer at termos marcadores biolgicos na psiquiatria. 

Eles j foram identificados? 
A grande meta inicial do DSM-5 era mudar o paradigma da psiquiatria justamente com a adoo de marcadores biolgicos que facilitassem o diagnstico. Mas, infelizmente, isso ainda no foi possvel. O que conseguimos fazer foi agrupar algumas doenas conforme um marcador. Mas no indic-lo como triagem. A esquizofrenia, por exemplo. Sabe-se que os pacientes tendem a ter nveis de dopamina alterados. Mas, entre os doentes, h tambm aqueles que possuem quantidades normais do neurotransmissor. Assim como h pessoas com taxas elevadas que no sofrem de esquizofrenia. Temos de refinar os marcadores. Acredito que, em dez anos, j teremos marcadores eficazes para algumas doenas psiquitricas. Mas isso ser assunto para o prximo DSM. 

Uma das mudanas mais polmicas do DSM-5 refere-se a uma contribuio do seu grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sobre o transtorno de dficit de ateno e hiperatividade (TDAH). O manual eleva de 7 para 12 anos a idade em que essa doena continue sendo oficialmente diagnosticada. Qual o motivo dessa mudana? 
Em pases como os Estados Unidos, em que o sistema de sade segue rigorosamente as orientaes do DSM, essa ampliao foi fundamental. L, at ento, se o incio dos sintomas ocorresse em pessoas com mais de 7 anos, os mdicos no dariam a devida ateno ao caso ou o tratamento no teria reembolso dos planos de sade. Dados de grupos internacionais e do nosso grupo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, conseguiram provar que 96% dos casos de dficit de ateno so diagnosticados at os 12 anos. Agora, nesse caso, eu pergunto:  melhor passar a infncia sendo chamada de criana incompetente, malcriada, preguiosa, que so julgamentos morais, ou ser vista como portadora de dficit de ateno? Afirmo que para os primeiros predicados no h tratamento. Para o ltimo, sim. 

Em fevereiro deste ano, a Agncia Nacional de vigilncia Sanitria (Anvisa) divulgou um levantamento mostrando o aumento, entre as crianas, de 75% na prescrio de cloridrato de metilfenidato, o princpio ativo do principal medicamento contra o TDAH. O que esse aumento significa? 
Quando o estudo da Anvisa foi publicado, acusaram os psiquiatras de exagero na medicao dos portadores de TDHA. Lembro bem que a situao em Porto Alegre, onde trabalho, foi apontada como dramtica, por se tratar da cidade com o maior ndice de prescrio da medicao. Ora, temos em Porto Alegre o maior centro de pesquisa em dficit de ateno da Amrica do Sul. Em Joo Pessoa, em termos de comparao, no h mais que cinco psiquiatras especializados em crianas e adolescentes. Em que lugar o consumo de medicamentos para a doena seria maior? Em Porto Alegre, claro. Mesmo se seguirmos as estatsticas mais conservadoras, teremos uma subnotificao de TDAH, e, claro, um nmero enorme de pessoas que deveriam tomar remdios. Apenas um quarto dos doentes com transtorno de comportamento est devidamente diagnosticado e tratado no Brasil. 

Mas, quanto mais avanados so os conhecimentos psiquitricos, no so maiores os riscos de medicalizao do comportamento?
Esse risco existe, embora no no caso do TDAH. Somos capazes agora de identificar muitos sintomas dos transtornos em sua fase inicial, e isso pode tornar os limites entre doena e normalidade mais tnues. Erros de diagnstico existem em qualquer rea da medicina. H muita infeco viral sendo tratada com antibitico, por exemplo. No entanto, a medicalizao do comportamento, quando feita sem critrios,  m medicina. Nesse sentido, uma das reas mais delicadas e nebulosas  a que trata dos transtornos de sexualidade, quando as fronteiras entre normalidade e patologia so ainda mais tnues, como no transtorno do exibicionismo. Exibir o corpo nu, dentro de casa, com as janelas abertas, por exemplo, sabendo que algum (um adulto, apenas) est olhando, pode dar prazer e no ser uma doena. Para ser considerado distrbio, o gesto deve nesse caso ser a forma predominante de prazer e tambm estar associado ao sofrimento, quando a pessoa sente culpa ou se escraviza quele ato. 

Quais foram as principais alteraes na classificao das doenas do DSM-5? 
Entre as que ganharam um status prprio, esto o ato de comer compulsivamente, o acmulo exagerado de objetos desnecessrios e o transtorno disfrico menstrual, uma verso severa da tenso pr-menstrual. H tambm aquelas doenas que estiveram prestes a se tornar "independentes", digamos assim, como o transtorno da automutilao no suicida. Mas no encontramos evidncias suficientes para al-lo a uma categoria de diagnstico isolado. A automutilao pode pertencer ao transtorno fronteirio da personalidade, mas tambm pode fazer parte da depresso. A nova classificao, a meu ver, mais inovadora, no entanto,  o transtorno da desregulao do humor e do comportamento. A doena deriva do transtorno bipolar. O transtorno bipolar se caracteriza pela oscilao de humor. Observamos que os pacientes que sofriam na infncia de oscilaes crnicas no desenvolviam bipolaridade na fase adulta  mas, sim, depresso ou ansiedade. Essas pessoas no so bipolares, portanto.  bem possvel que elas no devam ser tratadas com medicamentos para o transtorno bipolar, como estabilizador do humor. 

Ainda h resistncia ao diagnstico de doenas mentais? 
Os transtornos psiquitricos so subnotificados como um todo, sobretudo quando eles se manifestam na infncia e na adolescncia. Eu poderia dizer que se trata apenas da falta de psiquiatras especializados. Ainda existe um enorme preconceito da sociedade de maneira geral  o estigma de que doena psiquitrica  sinal de loucura  muito presente ainda. Tal pensamento fez sentido somente por volta dos anos 70. Alm disso, h uma forte influncia de um grupo dentro da psicologia social para quem os transtornos mentais se configuram apenas como sofrimentos e conflitos emocionais. Ou seja, simplesmente se descartam os aspectos neurobiolgicos das doenas mentais. Esses profissionais no representam a maioria na psicologia. Mas tm voz ativa porque ainda ocupam os cargos-chave das associaes de classe. 

Ser possvel um dia a preveno das doenas psiquitricas? 
No tenho dvida sobre isso. Cerca de 60% dos transtornos psiquitricos comeam na infncia. Ao sabermos disso, por que no focar a identificao precoce dos sintomas, quando a doena  mais fcil de ser evitada? Citamos um exemplo de preveno no DSM-5, mas ainda em fase de estudo  no como proposta de diagnstico, portanto.  o caso da esquizofrenia. Uma criana pode apresentar sintomas psicticos muito breves e sutis, como, por exemplo, achar que os colegas mexeram em seu estojo. Isso se repete pelo menos uma vez por semana, durante trs meses. Somando-se a isso, a criana passa a ter dificuldade para dormir. Dificilmente uma me considerar a possibilidade de delrio. Mas, pelo perfil dos sintomas, sabe-se que essa criana tem um risco at 40% maior de se tornar esquizofrnica em relao  criana que no apresentou os sintomas. Diagnosticada e tratada, o risco de desenvolver a doena cai pela metade. 

Essas estatsticas do a impresso de que todo mundo  meio louco. Afinal, normalidade existe? 
Seis em cada dez pessoas no so portadoras de nenhuma doena psiquitrica. Ou seja, a maioria  clinicamente normal. E quando digo isso estou incluindo nos 40% restantes portadores de distrbios simples como a dificuldade de dormir no escuro e tiques leves.


4. LYA LUFT  O JEITO BRASILEIRO
     No acho graa quando dizem que alguma falha, bizarrice, relaxamento ou incompetncia  o jeito brasileiro. No concordo quando autoridades dizem que atrasos em ocasies oficiais fazem parte da cultura brasileira... No acho que errar o trajeto ou combinar mal ou nem combinar nada sobre o trajeto de um papa, sabido sculos antes, nas tantas vezes convulsionadas ruas do Rio atual, seja apenas jeito brasileiro. E, se for, a gente tem de corrigir. 
     "No Brasil  assim..." Ser? Ser bom? A gente deve achar graa e se orgulhar? Houve um momento em que uma autoridade afirmou que caixa dois no Brasil  normal. Ser? E ento como falar de tica, honradez, transparncia, palavras que se vo gastando de to mal usadas? 
     Tenho muito receio desse folclore de que aqui  assim, e pronto. No  normal que multides se revoltem e protestem pelo pas, e que isso seja considerado bonito. No aguento mais, no o uso, mas o abuso de termos srios como "pacfico" e "democrtico". Uma manifestao que termina  com criminosos (por que o termo "vndalos"?) destruindo propriedade pblica e privada, agindo com violncia e portanto recebendo violncia, no me parece pacfica. Movimento pacfico  pacfico. No admite essa reiterada violncia. Se meu p est gangrenado, meu corpo est doente, e nenhum eufemismo h de negar isso. 
     Os prprios manifestantes deveriam, poderiam, evitar os criminosos? As autoridades deveriam ser mais eficientes, mais severas? Ou liberamos geral a baguna, os estragos, os crimes  pois destruir  crime? Se eu pegar uma pedra e quebrar uma vitrine ou a vidraa de um edifcio pblico ou residencial, certamente no sairei impune. Se eu acampar no meio de uma Cmara Municipal ou Assembleia ou seja o que for, certamente no ficarei ali tranquila. Ento o que est havendo? 
     Sou a favor de manifestar indignao e fazer protestos. Temos mais do que motivo para isso, mas algo est muito errado por aqui. Ningum parece se dar conta disso, olhamos para os lados assobiando como menino no escuro, fingindo que est tudo timo. Fingindo que est tudo bem. O Brasil  assim. Pior, quem sabe dizendo que protestar, manifestar-se, sair s ruas, estradas e atacar pessoas e edifcios  sinal de satisfao. O povo ganhou muito, agora quer mais. 
     No entendo esse raciocnio e suspeito que no seja para entender mesmo. Ento vai ver que  mais um jeito brasileiro de tentar esconder problemas srios e urgentes, pois a situao s piora. A economia piora. Sade, educao, dignidade, segurana no podiam estar piores. Mas a gente fica satisfeito, tudo democrtico e pacfico, que bonito, afinal quebrar lojas, saquear, atacar, carregar bombas de fabricao domstica, andar mascarado para cometer loucuras faz parte do jeito brasileiro. Ser? 
     A vem Francisco, o papa, com seu jeito de vovozinho alegre, mas no se enganem:  experiente,  sbio,  corajoso, chega dizendo que no traz ouro nem prata, mas Cristo. Chega aberto ao povo. Se teve medo, no sabemos, mas parecia tranquilo enquanto a multido o queria ver, fotografar, tocar, e os seguranas, perplexos, atnitos, corriam de um lado para outro sem entender direito o que tinha acontecido, quem tinha errado para de repente Francisco estar entalado no trnsito como qualquer comum mortal, ainda por cima exposto daquele jeito. 
     Tudo saiu bem, nem mortos nem feridos, tudo simptico, do jeito brasileiro. Mas podia ter sido um desastre sem tamanho  e quando escrevo esta coluna a visita ainda no chegou ao fim. Acho que tudo vai dar certo. Acho que ningum vai fazer manifestaes e violncias na cara de Francisco, mas longe dele. Acho que ele, sendo argentino, sabe onde se meteu, que continente  este, que pas  este, e deve amar o que temos de bom, de belo, de honrado, de afetivo, de alegre, de bravo, de resistente e firme. 
     E pelo menos, graas a Deus, o papa Francisco em seus discursos iniciais no falou em poltica: falou em gente, em amor, em juventude, em f; falou, enfim, como um sacerdote  que  o que o papa  antes de tudo o mais. Viva Francisco!


5. LEITOR
O PAPA FRANCISCO NO BRASIL
Belssima a reportagem especial "'Onde houver dvida, que eu leve a f" (24 de julho), com uma capa simples como prega o papa Francisco. Ele mostra quanto  importante estar em sintonia com Deus, vivendo com f e os ensinamentos da Igreja Catlica e tendo a famlia como a base de tudo.
JOS ANTNIO VIERA MARTINS
Niteri, RJ

O papa Francisco  carismtico e extremamente popular. Estive recentemente em Buenos Aires e, quando eu disse que era brasileiro a uma senhora, ela, quase em lgrimas, afirmou que o povo brasileiro  abenoado por receber a visita do papa argentino. Que Francisco deixe paz e sabedoria ao povo brasileiro.
RUVIN BER JOS SINGAL
So Paulo, SP

Que a presena do sucessor de Pedro, bispo de Roma, santidade papal, Francisco, o pastor dos pobres, seja uma bno ao povo brasileiro, em especial aos polticos e governantes, para que aproveitem o momento para reflexo espiritual, material e social de como esto "administrando" nossas cidades, estados e o pas.
CLIO BORBA
Curitiba, PR

Seria muito bom se a humildade do papa Francisco, aliada  conduta simples e altrusta de So Francisco, iluminasse as atitudes dos nossos nobres ocupantes de cargos pblicos, que seguem uma "doutrina" diametralmente oposta e fazem do seu altar (de poder) o ar que respiram.
MARCELO REGO
Lauro de Freitas, BA

VEJA se superou e fez a diferena ao exibir na capa o papa Francisco portando, no pescoo, o crucifixo que escolheu como smbolo de sua vida pontifcia. Alm de no ser de ouro, a cruz no mostra mais o crucificado, que desceu da cruz e assumiu o pastoreio das ovelhas que encimam a medalha-cruz. Tambm h quem perceba na estampa no s o pastor, mas Francisco de Assis com os estigmas, o que muito o identifica com o bom pastor.
MARIA CNDIDA GUIMARES AGUIAR
Divinpolis, MG

Na capa de VEJA, talvez fosse melhor a chamada "O papa dos carentes". Todo homem  carente por natureza, pois a pessoa humana nos  dada, mas no nos  dada feita. Temos de constru-la por ns mesmos, ao contrrio dos minerais, dos vegetais e dos animais, que j nascem programados como um rochedo, um carvalho ou um leo. Todo homem  e toda classe de homens   carente, incompleto, imperfeito.  para o homem, para a condio humana, sempre defeituosa, que se dirigem o pensamento, a palavra e a ao do papa, independentemente da classe social ou do nvel intelectual da pessoa.
GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI
So Paulo, SP

Francisco demonstra humildade, carisma e f. Homem simples fazendo histria com a Igreja e com os fiis  principalmente os jovens.
CLECI BARBIERI MENEGAT
Marau, RS

Toda crise resulta na oportunidade de mudana, crescimento... VEJA demonstra habilidade para o momento e acredita na perspectiva de que Francisco abra "as janelas e as portas do Vaticano ao mundo". No ser fcil, pois o Esprito Santo inspira, mas as instituies podem emperrar o desejo, o sonho e a utopia de Jesus de Nazar.
JOS ORLANDO DE SIQUEIRA
Passos, MG

O papa Francisco  um jesuta de alma franciscana: por outro lado, eis a outra face: a do combatente Francisco. Na mesma linha do guerreiro Santo Incio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, na mesma linha de So Francisco de Borja, que abandonou sua imensa fortuna para humildemente colocar-se  disposio de Incio de Loyola, ou ento do extraordinrio So Francisco Xavier, que ofertou sua vida na evangelizao das misses do Oriente. Com esse mesmo esprito jesutico, o papa Francisco est combatendo histricos de pedofilia e desarranjos no Banco do Vaticano.
PATRCIO GALLEGOS
Por e-mail

A frase que d a f como soluo para a dvida necessita ser reformulada, substituindo-se a f pela certeza, pela verdade. O mundo moderno no pode mais aceitar a f como refgio contra as mazelas que o afligem. Ento: "Onde houver dvida, que eu leve a certeza".
RONALDE SEGABINAZZT
Piracicaba, SP

"Onde houver dvida, que eu leve a f"  algo irreal. Para dirimir as dvidas, cada um de ns precisa de conhecimento. A f no abstraio  um engano, e o desassossego da humanidade  seu resultado.
JOVI CAPELLO
Joinville, SC

O papa Francisco tem de pregar mais solidariedade, menos desigualdade, mais dilogo, mais humildade e instruir seus padres a ser carismticos, com pregaes simples, diretas e sintonizadas com o mundo atual.
ARCANGELO SFORCIN FILHO
So Paulo, SP

Embora catlico, no tinha grande simpatia por Bento XVI, mas tenho de reconhecer a sua genialidade quando da renncia, meses atrs, estrategicamente bem pensada, pois no foi um ato simples, permitindo que Francisco faa as reformas na Igreja, abrindo-se para os que necessitam do seu amor incondicional, mesmo sendo separados, homossexuais, enfim, minorias que a Igreja Catlica desprezou com sua soberba por muitos anos. Que sua visita ao Brasil seja um marco dessa renovao.
EDSON LUIZ MONTEMEZZO
Francisco Beltro, PR

O dia em que a Igreja Catlica, para atrair ou manter fiis, precisar se adaptar e ceder aos anseios mundanos de ocasio ser o fim da prpria Igreja. Nesse dia, sero despejados na lata de lixo 2000 anos de uma histria heroica, construda por homens e mulheres que foram capazes de derramar o prprio sangue para proclamar a f em Cristo crucificado e ressuscitado, "escndalo para os judeus e loucura para os pagos". Que a Santa Igreja no se deixe render pelos modismos, jamais renegue suas origens e suas tradies e permanea firme em sua misso evangelizadora.
FBIO MENDES DOS SANTOS
So Ludgero, SC

O "gigante" que havia acordado, com a vinda do papa voltou a dormir "em bero esplndido", acalentado pelos cantos de fico religiosa.
JORGE ZAGOTO
Vila Velha, ES

O FOTGRAFO E A MAGNUM
A reportagem "Uma vida borbulhante" (24 de julho), sobre a biografia do fotgrafo hngaro Robert Capa, informou que o nome da agncia Magnum - fundada por ele e amigos em 1947 - era uma referncia "ao maior tamanho das garrafas de champanhe". Na verdade, Magnum  apenas um dos nove tamanhos de garrafa de champanhe mais comumente comercializados. H ainda outros tamanhos especiais, mais raros: Nabucodonosor (15 litros), Melchior (18 litros), Soberano (25 litros) e Maximus (130 litros).
Um quarto:187ml
Meia garrafa: 375 ml
Garrafa: 750 ml
Magnum: 1,5 litro
Jeroboam ou Double Magnum: 3 litros
Rehoboam: 4,5 litros
Matusalm ou Imperial: 6 litros
Salmanazar: 9 litros
Baltazar: 12 litros

ANDR ESTEVES
Perfeita a anlise do banqueiro Andr Esteves na entrevista "Estamos perdendo o jogo" (24 de julho). Infelizmente, por opo ideolgica ou analfabetismo funcional, um nmero nfimo de brasileiros tem percepo dos graves erros embutidos nas opes da presidente Dilma Rousseff.
HELENA RODARTE COSTA VALENTE
Rio de Janeiro, RJ

Andr Esteves exps com excepcional clareza a ineficincia do estado brasileiro, que no entrega ao cidado os servios correspondentes aos 36% da renda do contribuinte de que se apropria. Um dia a cobrana viria, e veio por meio de manifestaes nas ruas.
EDSON GUERREIRO DOS REIS
Belm, PA

VEJA sempre nos relata o que est errado ou malfeito ou mal previsto pelas nossas autoridades do poder. Constato com isso, ao ler a entrevista do maior banqueiro de investimentos do pas, que a maioria dos "experts" que esto no poder no passaria pelo estgio do seu banco. A maioria dos que integram o governo deveria recomear como estagirio em empresas de sucesso, para aprender o que tem de ser feito no mundo real e para que isso seja aplicado nas esferas do governo, independentemente da cor partidria.
SAUL AURI DELAZERI
Lajeado, RS

Em rpida e concisa entrevista, com baixas referncias ao economs clssico, o senhor Andr Esteves traou, com simplicidade, um diagnstico preciso e severo de nossas mazelas estruturais.
JOS LUIS GOMES MORAIS
Fortaleza, CE

POLTICA ECONMICA
Finalmente uma explicao satisfatria para os protestos ocorridos no Brasil. O motivo de todo esse alvoroo  a falha de um sistema por inteiro, como relatou a esclarecedora reportagem "A falncia do novo modelo econmico" (24 de julho). A insatisfao popular no surgiu em vo.  consequncia de falha tentativa de administrao do governo.
CAROL VOSGERAU GUSI
Curitiba, PR

A tal "nova matriz econmica" j vinha fazendo gua. Agora ruma para o naufrgio certo.
MARCUS DE MEDEIROS MATSUSHITA
Barretos, SP

Ningum tem dvida sobre quem manda neste pas. O plantador de postes foge na hora da crise que ele mesmo alicerou. O golpe est armado.
Luiz AUGUSTO PAIVA DA MATA
Joo Pessoa, PB

J.R. GUZZO
Mais uma vez, Guzzo discorre com maestria sobre o momento de indigncia poltica e moral que vivemos ("Vai passar", 24 de julho). Caindo o rei, cair o seu squito de bobos da corte: uma gente despreparada para os cargos que ocupa, mas que sabe bem usufru-los com voracidade profissional.
ALEXANDRE ALDRIGHI RAGONHA
Limeira, SP

Esperamos com grande expectativa a passagem do furaco devastador que abala nossa democracia h dez anos. Parabns, J.R. Guzzo. Precisamos de seus lcidos comentrios. Voc no pode passar.
JOAQUIM P. MARTINS
Joo Pessoa, PB

Nossos dois planos de aposentadoria da Previ, integrados e fundados por funcionrios concursados do Banco do Brasil, foram tomados de assalto pelo PT e por chefes sindicais. Somos quase 200.000 participantes apavorados e trados pelo PT.
PAULO BENO GOELLNER
Carazinho, RS

CLUDIO DE MOURA CASTRO
No construtivo relato de Cludio de Moura Castro ("O quartinho das ferramentas", 24 de julho) tem-se uma lio a ser aprendida por pases que, como o Brasil, ambicionam ser realmente desenvolvidos: a qualidade do trabalho e a vontade de crescer so insubstituveis.
GABRIEL OLIVEIRA
Anpolis, GO

Interessante como encaramos a educao: preferimos citar a fazer pesquisas srias, copiar a criar, esperar a correr atrs para a competio.
Coelho Neto, MA

MALSON DA NBREGA
O economista Malson da Nbrega foi direto ao ponto no artigo "O problema da educao no  falta de dinheiro'' (24 de julho). Precisamos de uma verdadeira revoluo na educao, na valorizao da meritocracia com foco no aprimoramento dos seus recursos humanos.
CHARLES S. ARGELAZI
So Paulo, SP

GUSTAVO IOSCHPE
tima abordagem de Gustavo Ioschpe sobre resultados do atual sistema para a educao (Dilma, no desperdice nossos recursos nesse sistema educacional". 24 de julho). Na Escola Municipal Ariena, em Senador Camar, no Rio de Janeiro-RJ, onde estuda uma conhecida minha, vrias foram as vezes em que as crianas no tiveram aula porque ou o professor no compareceu, sem dar nenhuma explicao, ou ficou doente, sendo ento mandadas de volta para casa assim que chegaram  escola. E os uniformes e materiais escolares at hoje no foram distribudos aos alunos, por um problema no explicado devidamente. Dizem que houve atraso, mas isso eu j sei, apesar de minha queixa direta  Secretaria Municipal de Educao. No faltam recursos, falta gesto adequada.
ANGELA BRANDO
Rio de janeiro, RJ

ONG AFROREGGAE
Discursos, fogos, festas na instalao de uma nova Unidade de Polcia Pacificadora (UPP). O bando, que apenas recuou, est firme e forte, como provam a expulso da ONG AfroReggae e o incndio de sua sede Ficou claro quem manda", 24 de julho).
JAIR GOMES COELHO
Vassouras, RJ

CONGRESSO
Agradeo aos profissionais de VEJA por manterem acesa semanalmente nossa chama de revolta e indignao com esses parlamentares (''O rato roeu o ronco da rua". 24 de julho). Aos deputados e senadores, temos um recado: a classe mdia, que trabalha dobrado para consertar o que vocs corroem, vai estar com a ratoeira armada na trilha em que costumam entrar  a cabine de votao.
MANOEL BEZERRA
Goinia, GO

MALALA YOUSAFZAI
 impressionante a fora de vontade da paquistanesa Malala Yousafzai, que deveria servir de exemplo para os nossos jovens, que dispem de escolas gratuitas e no sabem aproveitar a oportunidade ("A lio de Malala", 24 de julho). Sou professora h 29 anos, e a falta de interesse de nossos jovens pelos estudos  cada vez maior. Essa reportagem deve fazer parte de nossas aulas como exemplo a ser seguido.
ROSILENE FIDALGO SALGADO ESTEVES
So Paulo, SP

Essa garota  uma guerreira, lutando com garra por uma justa educao em seu pas. Malala  uma vitoriosa!
JAKSON FERREIRA ROCHA
Aparecida de Goinia, GO

YUE-SAI KAN
Com relao aos dez hbitos mais deselegantes dos chineses, creio que a mestre de etiqueta Yue-Sai Kan no estranharia o comportamento de alguns brasileiros que fazem ''demonstrao prtica" desses maus hbitos ("A mestre chinesa de etiqueta", 24 de julho).
ANTNIO AUGUSTO A. PINTO COELHO
Lauro de Freiras, BA

DOPING
Os meios de doping evoluem continuamente e, por isso, os mtodos e rgos de controle ficam sempre '"um passo atrs". Porm, o fato de esses rgos detectarem frequentemente atletas dopados  um sinal claro de que so eficientes e tambm evoluem ("E se o doping fosse liberado?", 24 de julho). Liberar o doping, alm de no garantir "igualdade de desempenho'" entre os atletas da elite mundial, teria repercusses serissimas entre pseudoatletas que se sentiriam encorajados a utilizar o mesmo que o campeo utilizou. Os argumentos dos defensores da liberao no tm absolutamente nada de inteligente. So certos os prejuzos  sade causados pelo doping.
JAIR R. GARCIA JNIOR
Doutor em fisiologia humana e professor da Unoeste
Presidente Prudente, SP

Correo: o valor correto pago pela OSX ao escritrio de advocacia Sampaio, Morrison & Boquimpani foi de 9800 reais nos ltimos trs meses ("Fora da curva". Radar, 24 de julho).

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDOTADO POR DANIEL JELIN daniel.jelin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
QUASE FAMOSOS
Vai comear a caa a subcelebridades para as eleies de 2014. A ex-BBB Anamara foi convidada pelo PTdoB. Viviane Arajo, que venceu A Fazenda 5, est na mira do PSL. www.veja.com/radar

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
ERRO CRASSO
Segundo uma tese que faz sucesso na internet, o termo crasso deriva do sobrenome de um general romano que cometeu um grave equvoco no campo de batalha. A histria  pitoresca e tentadora  mas nenhum fillogo de respeito lhe d crdito. www.veja.com/sobrepalavras

COLUNA 
AUGUSTO NUNES
NOVA HISTRIA
Em Fortaleza, a presidente Dilma Rousseff resolveu animar a plateia com uma revelao retumbante: ao contrrio do que se imagina h 513 anos, o Brasil foi inaugurado pelos colonizadores do Cear. Parece mentira? Assista ao vdeo.
www.veja.com/augustonunes

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
CROSSOVER
Os produtores de Os Simpsons esto preparando um episdio especial da srie animada em que a famlia amarela encontra os personagens de Futurama. www.veja.com/novatemporada

SOBRE IMAGENS
HISTRIAS DA NATUREZA
Nascido em So Paulo e vivendo em Ilhabela, no litoral paulista, Luciano Candisani foi criado "entre o mar e o mato"', como ele gosta de dizer. Comeou a carreira de fotgrafo acompanhando expedies cientficas e passou trs meses na Antrtica, em 1996. Nascia a uma trajetria de sucesso e dedicao exclusiva  documentao do meio ambiente. "Sou um contador de histrias da natureza", diz. H treze anos fotografando para a edio brasileira da revista NATIONAL GEOGRAPHIC, publicada pela Editora Abril, ele acaba de lanar o livro Pantanal  Na Linha-d'gua (National Geographic, 2013). www.veja.com/sobreimagens

ESPELHO MEU
CUIDADOS COM O BRINCO
A gente quase s se lembra do lbulo da orelha na hora de pendurar o brinco. E assim ele passa anos ajudando a nos enfeitar, at nos darmos conta de que algo mudou: ele ficou flcido, enrugado e j no segura bem o brinco.  que o lbulo da orelha  uma rea da pele que tambm envelhece. Com isso, torna-se mais frgil e perde elasticidade. A medida de preveno  simples: evite os brincos pesados. Mesmo se voc  jovem, guarde-os para ocasies especiais. Na maior parte do tempo, prefira os ornamentos mais leves, que no sobrecarregam o lbulo. Outro cuidado importante  s usar brincos que no causem alergia. Assim que perceber que uma bijuteria ou joia desencadeia alguma reao alrgica, interrompa seu uso. www.veja.com/espelhomeu

FAZENDO MEU BLOG
A VEZ DO PRNCIPE
Nos contos de fadas, o foco est sempre na princesa.  ela que enfrenta perigos e nos faz sonhar. Mas as histrias no teriam metade da graa se no fosse por outro personagem constantemente deixado em segundo plano: o prncipe. O que seria da Bela Adormecida se Filipe no a tivesse beijado? E se o Prncipe Encantado no aparecesse para salvar a Branca de Neve? O prncipe William, herdeiro do trono britnico, acaba de ter o seu primeiro filho. Eu, romntica que sou, j fico imaginando mil situaes. Ser que ele viver uma histria de amor to bonita como a de seus pais, Kate Middleton e William, casal que parece ter sado dos desenhos da Disney? Ou vai se rebelar e fugir do palcio? Seja como for, espero que, na vida real, o prncipe enfim roube a cena. www.veja.com/paulapimenta

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  COMBATENDO A ESPASTICIDADE
Condio afeta indiretamente os msculos e pode causar dor e deformaes se no tratada adequadamente.

     Exerccios fsicos, cinesioterapia, utilizao de rteses, estimulao eltrica funcional, prescrio de medicamentos e aplicao de substncias como o fenol ou a toxina botulnica fazem parte das ferramentas que podem ser utilizadas no tratamento da espasticidade. Essa condio, resultante da leso de uma ou mais partes do sistema nervoso central (crebro ou medula espinhal), afeta o controle do tnus muscular, fazendo com que os segmentos afetados fiquem rgidos e tensos. 
     Caracterizada principalmente por um aumento da resistncia do msculo, a espasticidade pode ter causas diversas, como acidente vascular cerebral, leses medulares, traumatismo craniano, paralisia cerebral e esclerose mltipla, dentre outras. Ela pode ser incapacitante se no tratada, dificultando o controle de aspectos da vida diria como alimentao, locomoo e cuidados de higiene. Alm de reduzir a qualidade de vida, a doena pode, ainda, evoluir para contraturas, luxaes, dor e deformidades.  
     O diagnstico  realizado por meio de um exame clnico e somente a partir dessa avaliao o especialista poder definir qual o melhor tratamento. Uma opo  o exerccio teraputico, chamado de cinesioterapia, indicado de acordo com o local afetado e com o grau de rigidez. 
     Num prximo passo,  possvel acrescentar a utilizao de um aparelho chamado FES, sigla em ingls  para estimulao eltrica funcional. Por meio de impulsos eltricos, o aparelho faz com que os msculos se movam artificialmente, reduzindo a rigidez. A utilizao de rteses, semelhantes a dispositivos ortopdicos que posicionam corretamente o indivduo a fim de inibir a tenso muscular, tambm pode ser adotada. O uso adequado reduz o risco de complicaes e a necessidade de intervenes cirrgicas. 
     Os especialistas podem tambm lanar mo de medicamentos utilizados para o relaxamento muscular ou, ainda, de um procedimento relativamente moderno: a aplicao de toxina botulnica. A substncia leva ao relaxamento da regio e o resultado pode durar de quatro a seis meses. Deve-se observar uma pausa de trs meses entre as aplicaes. Alm disso, pode ser usado o fenol, um tipo de lcool aplicado no nervo. 
     Embora no precise de intervalo entre as aplicaes, esta ltima opo no  indicada em todas as situaes. Procedimentos cirrgicos so indicados apenas para casos mais graves e quando todas as demais tentativas no surtiram efeito. Embora as opes de teraputica disponveis sejam vastas, os especialistas so unnimes em ressaltar a aderncia contnua ao tratamento.  importante manter a reabilitao e olhar para ela como uma necessidade de tratamento para o resto da vida.

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
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Sua sade  o centro de tudo.
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Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


